Mobilização

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  • A Mobilização para França
  • A mobilização do exército para a frente europeia foi um processo muito complicado, atribulado e repleto de conflitos entre alguns comandos militares e os políticos “guerristas” (aqueles que defendiam a beligerância de Portugal na guerra), com expressão no seio do exército, que esteve sempre muito dividido sobre esta questão, tal como toda a sociedade portuguesa.

    O nosso empenhamento militar em África logo em 1914 foi consensual, mas a participação na guerra europeia deu origem a conflitos que prejudicaram muito a eficácia do CEP, desde a sua mobilização (1916) até ao seu emprego operacional em França (1917-1918).

  • M0003
  • Depois da primeira mobilização de 19.000 homens e 4000 solípedes feita no verão de 1916 para os exercícios em Tancos (Milagre de Tancos), foram convocados mais 36.000 militares em Setembro de 1916 e no ano de 1917.

    Para França, foram mobilizados cerca de 55.111 militares, 54 mulheres (da Cruz Vermelha), 7783 solípedes (cavalos e muares) e 1489 viaturas hipomóveis e 312 viaturas a motor.

    Postos/Categorias Quantidade
    Oficiais 3376
    Sargentos 3051
    Cabos 5398
    Soldados 43260
    Cruz Vermelha 54 mulheres e 26 militares

O TRANSPORTE DE TROPAS PARA FRANÇA

  • O transporte dos militares, dos solípedes e dos diversos equipamentos para a França, foi feito através de navios, sendo usados neste processo 7 navios britânicos, 2 portugueses e um francês (este último apenas numa viagem em janeiro de 1918 para transporte de pessoal do CAPI ).

    Para o transporte de pessoal foram realizadas 18 viagens em 1917 e quatro em 1918, (num total aproximado de 59 mil pessoas) incluindo aqui o pessoal que regressou a França após licenças em Portugal, os recompletamentos e missões especificas não integrando a força militar.

1917
Saída de Lisboa Navios Transporte
30 de Janeiro 4 navios britânicos 6357 homens, 457 solípedes e 200 viaturas
16 de Fevereiro 3 navios britânicos 1132 homens, 891 solípedes e 107 viaturas
23 de Fevereiro 4 navios britânicos 5765 homens e 147 viaturas
16 de Março 3 navios britânicos e um português 2069 homens, 1850 solípedes e 148 viaturas
15 de Abril 3 navios britânicos e um português 2178 homens, 1332 solipedes e 35 viaturas
22 de Abril 4 navios britânicos 7061 homens e 168 viaturas
16 de Maio 3 navios britânicos 1643 homens, 1607 solipedes e 202 viaturas
27 de Maio 4 navios britânicos 7185 homens e 115 viaturas
30 de Junho e 12 de Julho 2 navios portugueses 771 homens
14 de Julho 2 navios britânicos 3623 homens,350 solipedes e 15 automóveis
25 de Julho 2 navios britânicos 3192 homens e 532 solipedes
8 de Agosto 2 navios britânicos 3252 homens, 285 solipedes e 85 viaturas
21 de Agosto 2 navios britânicos 3421 homens, 239 solipedes e 85 viaturas
26 de Agosto 1 navio português 777 homens
26 de Setembro 2 navios britânicos 2504 homens, 240 solipedes e 73 viaturas
10 de Outubro 1 navio britânico e 1 português 1430 homens
1918
10 de Janeiro Navio francês 800
Fevereiro/Maio/Junho Navios portugueses (Gil Eanes e Pedro Nunes) 900
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Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da Grande Guerra

 
 
Imagens: Arquivo Histórico Militar (fundo AHM-FE- CAVE-AG)
Fotos de equipamentos Núcleo Museológico das OGFE e do Museu Militar.
 
Textos: O CEP: Os Militares Sacrificados Pela Má Politica, Fronteira do Caos, 2016. A Nossa Artilharia na Grande Guerra (1914-1918), Caleidoscópio,2017.
 
Autores: Coordenação de Pedro Marquês de Sousa. Apoio na preparação de artigos militares OGFE e Fotos: Jorge Baltazar Pinto e André Fernandes.

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