Aeronáutica

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  • Embora não tenha chegado a operar como unidade própria, a ambição portuguesa de criar uma unidade de aviação, proporcionou a formação de pilotos e mecânicos, em escolas de aviação francesas.

    O Serviço de Aviação do CEP foi planeado para ser constituído por três esquadrilhas: 1ª Esquadrilha de Caça e a 2ª e 3ª Esquadrilhas de Regulação de Tiro.

    Portugal desejava criar no mínimo uma esquadrilha, para dispor de uma esquadrilha de reconhecimento e observação no seu Corpo de Exército, mas os aliados britânicos não quiseram apoiar a formação do serviço de aviação português.

    Os franceses também não tiveram possibilidade de apoiar esta ambição portuguesa mas receberam pilotos e mecânicos portugueses nas suas escolas de aviação.


  • Alguns pilotos portugueses foram colocados em esquadrilhas de caça e de bombardeamento francesas, para terem experiência de combate.

    Em 31 de Março de 1918 o Governo Português, deu ordem de dissolução do Serviço de Aviação do CEP, mas os pilotos portugueses continuaram a voar em França até ao fim da guerra.

    Em 1917 o comando do Serviço Aéreo e a primeira Esquadrilha de aviação, tinham a sua sede no quartel do Regimento de Artilharia n.º 1 (Lisboa – Campolide) onde foram reunidos os primeiros pilotos portugueses formados em escolas francesas e inglesas em 1916, tais como Santos Leite, Monteiro Torres, Sousa Maia e Lelo Portela.


  • Foi definida a seguinte orgânica da Esquadrilha de aviação para o CEP:

    • Comando
    • Serviços de Aviação (com Esquadrilhas de aviação a criar)
    • Secção de Engenharia (com telegrafia, fotografia, material e oficinas).

    O Comandante era o capitão de artilharia piloto-aviador Norberto de Guimarães, que era também o comandante da esquadrilha de caça.
    O capitão Joaquim Ramires era o comandante da 1ª Esquadrilha de regulação de artilharia e o tenente Óscar Monteiro Torres era o comandante da 2ª Esquadrilha.

    A esquadrilha inicial era constituída por militares pilotos, observadores, mecânicos, amanuenses, telegrafistas, carpinteiros de aviões, enfermeiros, um médico, um chefe de secretaria, clarins, chauffeurs, motociclistas, telegrafistas, montadores, serralheiros, espingardeiros, torneiros e latoeiros, eletricistas e vulcanizadores e foram também contratados 34 civis (graduados em sargentos) para se formarem em mecânicos-montadores.

    A formação dos pilotos em França decorreu inicialmente em aeronaves mais simples como o Farman e o Caudron e depois em missões mais complexas, de reconhecimento aéreo, tiro noturno, voo de noite e caça em aviões como os Nieuport, Spad e Sopwith.



Em França estiveram oficialmente nos serviços de aviação do CEP 34 oficiais,
mas apenas 13 pilotos integraram esquadrilhas francesas:

Nome do Piloto
EsquadrilhaTipo de Avião
Capitão Óscar Monteiro Torres SPA 65 Spad 7
Tenente Pedro da Silveira C - 278 Sopwith
Alferes Eduardo Santos Moreira SOP. 278 Sopwith
Tenente José Antunes Cabrita SOP. 278 Sopwith
Capitão José Joaquim Ramires N. 158 Nieuport
Alferes João Salgueiro Valente N. 158 Nieuport
Tenente Ulisses Augusto Alves SAL 263 Salmson 2
Tenente Pereira Gomes Júnior SAL 263 Salmson 2
Tenente António de Sousa Maia SPA 124 Spad 7
Tenente José Santos Leite SPA 124 Spad 7
Alferes Alberto Lello Portela SPA 124 Spad 7
Tenente António e Almeida SPA 79 Spad 7
Tenente Luís e Almeida SPA 79 Spad 7

aeronautica cep 1917 1918

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Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da Grande Guerra

 
 
Imagens: Arquivo Histórico Militar (fundo AHM-FE- CAVE-AG)
Fotos de equipamentos Núcleo Museológico das OGFE e do Museu Militar.
 
Textos: O CEP: Os Militares Sacrificados Pela Má Politica, Fronteira do Caos, 2016. A Nossa Artilharia na Grande Guerra (1914-1918), Caleidoscópio,2017.
 
Autores: Coordenação de Pedro Marquês de Sousa. Apoio na preparação de artigos militares OGFE e Fotos: Jorge Baltazar Pinto e André Fernandes.

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